Data:20/11/2015
Para o próximo ano, o Ministério do Planejamento pretende vender 679 imóveis de propriedade da União. Com a venda desses imóveis, o valor a ser arrecadado figura em torno de R$1,7 bilhão, informa Aline Coutinho Cabral Garcia Dias.

Em contrapartida, estima-se que cerca de R$1,4 bilhão será gasto para a construção de novos prédios que serão utilizados para sediar vários órgãos públicos. Somente no Distrito Federal, trinta terrenos serão vendidos para compor esse montante esperado, além de quinhentos e trinta e dois imóveis que possuem caráter funcional e outros cento e dezenove imóveis, do qual dentre eles alguns hoje constituem ambiente diverso ao governamental.

De acordo com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o valor da venda desses imóveis revertido para a construção de outros novos prédios, constitui uma espécie de manobra para eliminar os atuais gastos com aluguéis.

Segundo Barbosa, a recompensa por parte desse procedimento, virá em pouco mais de uma década, através de uma economia estimada em cerca de R$103 milhões aos cofres públicos. Como em outras formas de investimento, essa operação suscita uma forma saudável de economia e emprego adequado das verbas públicas, mesmo com os gastos implícitos com mão de obra e possíveis reveses, analisa Aline Coutinho Cabral Garcia Dias.

Ainda segundo o ministro, haverá inicialmente a alienação dos imóveis vendidos, onde espera-se já a percepção de um determinado valor que será revertido para viabilizar a construção de novos prédios.

Dentre as obras esperadas, o Ministério do Planejamento destaca as reformas de um dos blocos da Esplanada dos Ministérios e do Edifício Siderbrás, além da construção da segunda sede da Receita Federal aqui no Brasil e de seis anexos do prédio que abriga a Esplanada.

Em conjunto com a iniciativa privada, estas obras receberão mais ênfase em sua construção, afirma Aline Coutinho Cabral Garcia Dias.

Espera-se que em 2016, o mercado imobiliário esteja mais aquecido, o que poderá aumentar de forma considerável o valor estimado da arrecadação da venda desses imóveis. Trata-se de uma forma de otimizar o modo como o dinheiro público é utilizado, sobretudo em momentos de crise, onde deve-se diminuir gastos.

Além da eliminação de despesas com aluguel de prédios, estas medidas visam a diminuição de gastos com água e luz. É importante ressaltar que todos esses esforços fazem parte de uma série de manobras que, além de conter gastos com despesas obrigatórias, visam aumentar o superávit primário.

Para Barbosa, estes atos constituem a fase estrutural da reforma fiscal e consequente reforma administrativa. Além de otimizar o desempenho do dinheiro gasto com o terceiro setor, isto pode contribuir para a economia do país de uma forma geral, refletindo desta forma, na próprio desempenho governamental, informa Aline Coutinho Cabral Garcia Dias.

A economia mundial atravessa momentos de crise e todos os empenhos voltados para a redução de gastos e economia de dinheiro, sobretudo o público, é de suma importância para a manutenção da saúde financeira de qualquer país.

Quando conta-se com parcerias público-privadas, este empenhos costumam fluir de forma mais rápida e eficaz, enfatiza Aline Coutinho Cabral Garcia Dias.
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