Data:15/12/2015
O Produto Interno Bruto (PIB) chinês deverá crescer em um ritmo mais fraco em 2016, ficando em 6,5%. A estimativa é do Centro de Informação Estatal, o instituto de pesquisa ligado à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sua sigla em inglês). A informação foi noticiada pelo diário China Securities Journal, cita Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG.

O NDRC também publicou a previsão para o índice de preços ao consumidor (CPI no acrônimo em inglês) para 1,5% ano que vem, por outro lado o índice de preços ao consumidor (PPI, na sigla em inglês) deverá sofrer uma queda de 3,5% em 2016, ressalta Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG. No último trimestre de 2015 o Produto Interno da China teve um crescimento acumulado no ano de 6,9%, o menor desde a crise financeira global.

O presidente chinês, Xi Jinping, fez questão de ressaltar que um crescimento anual de 6,5% da economia chinesa será suficiente para cumprir as metas fixadas para os próximos cinco anos. Ricardo Guimarães do BMG lembra que as metas às quais o líder chinês se refere foram as estabelecidas pelo Alto Escalação do Partido Comunista Chinês (PCC), e dizem respeito ao 13º plano quinquenal os quais estão contidos os rumos político-econômicos que deverão nortear a economia chinesa entre os anos de 2016 e 2020. Se a China mantiver esta taxa anual de crescimento, de 6,5%, conseguirá retirar mais de 70 milhões de cidadãos da linha da pobreza em regiões rurais, segundo palavras de Xi Jinping. Com sua manifestação, o presidente chinês deixou claro para o mundo que a China reduziu seu propósito de crescimento de cerca de 7% fixado para 2015.

Diversos economistas ao redor do mundo temem que as estimativas do governo chinês estejam infladas, além de considerarem dados pouco consistentes relativos ao comércio exterior e aos últimos índices de contratações do setor industrial. Em resposta às críticas, o executivo do BMG diz que Pequim emitiu um comunicado defendendo veementemente a nova normalidade relativa a um crescimento menor, todavia mais sustentável, que seria resultado de seu empenho para reestruturar a econômica chinesa com maior enfoque no consumo interno e no desenvolvimento de novas tecnologias, no lugar de enfatizar o comércio exterior e em investimentos diretos. Segundo Ricardo Guimarães, o presidente do NDRC, Xu Shaoshi, endossou as palavras do governo chinês ao dizer que a rapidez do crescimento não deve ser o único objetivo, mas sim a preocupação com a manutenção dos níveis de emprego, de renda e taxa de inflação.

O banco ANZ, através de seu economista chefe Liu Ligang, já fez previsões mais pessimistas sobre o crescimento da China para os próximos dois anos. Para 2016, Ricardo Guimarães diz que o ANZ estima que a economia chinesa tenha um crescimento de 6,4% e obtenha uma expansão de 6% para o ano de 2017. Todavia, o 13º plano quinquenal divulgado no início de novembro mantém as linhas reformistas, que incluem o objetivo de reforçar o uso do iuane nos mercados internacionais, através da livre conversibilidade da moeda chinesa.
Website: http://ricardoguimaraesbmg.com/