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Depois de vários dias de sol, hoje resolveu chover. E muito. Foram quase 500km de chuva e frio. A bota de goretex não suportou e encheu de água. A luva também não. A porcaria da capa da Harley, não serviu de nada. Muito rapidamente, estava todo molhado e congelando. Pior, a viagem estava apenas começando…

Acordamos as 8h e antes de deixar Vienna, fizemos um tour pela cidade. Retornamos do tour às 13h, fizemos o checkout e partimos. Próximo destino, Munique. A previsão do tempo apontava chuva e frio. Por isso, saímos todos com capa. Eu coloquei segunda pele, por cima a jaqueta da harley e por cima a capa. Segunda pele nas pernas, calça jeans e capa. No pé, meia grossa e bota da Timberland de Goretex que, na teoria, deveria ser impermeável.

No começo, ainda em Vienna, ameaçou um sozinho e chegamos a reclamar do calor. Mas foi por pouco tempo. Logo caiu um pé d’água.. E a temperatura que estava nos 19o foi rapidamente caindo para 17o, 16o, 15o, 14o, 13o, 12o, até chegar aos 11o. Porém, por conta do aguaceiro, a sensação térmica era bem pior do que isso.

Chovia sem parar e rapidamente o Gortex pediu arrego. O pé molhou todo. Depois foi a luva, que havia comprado em Milão, com etiqueta de “a prova d’água". Maior fiasco. A capa, original da Harley, que custa uma nota, fracasso total. E rapidamente estava com pés, mãos, braços, pernas, tudo molhado.

Tivemos que parar em um posto. Fui para o banheiro, tirei os sapatos, meias e luvas. Lá tinha aquele aparelho de vento quente para secar as mãos. Fiquei lá um tempo secando um pouco das luvas, meias e até a bota. Não resolveu, mas deu para amenizar o molhado.

Peguei mais uma camisa de manga longa. Consegui mais uma capa e coloquei tudo em cima. Troquei também as meias. Vedei o melhor que pude as coisas. Edinho colocou um saco de lixo para proteger a mochila. 

Seguimos viagem na esperança da chuva melhorar mais adiante. Que nada. Choveu do começo ao fim e junto, um frio de lascar.

Apesar do “perrengue”, isso não foi suficiente para tirar o bom humor do pessoal. O Valdir perdeu a entrada para uma nova parada. Valdir voltou pela contra-mão achando a maior graça. Chegamos em Munique depois das 21h. Na hora lembramos do Otávio que costuma dizer “Moto é coisa pra corno!!”. Afinal, poderíamos estar todos quentinhos e descansados, dentro de um confortável carro alugado.

Mas qual a graça disso??

 

 

 

 

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