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O sufoco que passamos ontem (leia post aqui) foi amplamente compensado por um dia excelente em Munique.
 
A cidade é bem legal e valeu o esforço para chegar. É grande, com mais 1,2 milhão de habitantes. Também é mais espalhada do que Vienna. Apesar disso, dá para conhecer bastante coisa a pé mesmo.
 
Uma boa dica é comprar o bilhete do city tour (ônibus), que passa pelos principais pontos turísticos da cidade. Custa 15 euros o passeio mais curto, e 20 euros o mais longo. Compramos o longo. Você pode ir saltando do ônibus para conhecer os pontos turísticos e pegar o próximo. Passa um a cada 20 minutos e o bilhete vale por 24 horas.
 
Resolvemos fazer uma volta completa, sem saltar do ônibus. E fomos observando os melhores lugares e decidir o que vale mais a pena. Visitamos diversos museus, castelos.. Ahh, fomos também na BMW, bem impressionante, mas não chega nem perto do museu da Harley em Milwakee.
 
 
 
 
 

 
Porém, o mais legal de tudo, disparado, é a cervejaria Hofbräuhaus, fundada em 1589!!! Em um dia movimentado, chega a receber 30.000 pessoas. Lembra uma taberna da era medieval. Todo mundo se espalha nas diversas mesas de madeira. E o lance é conversar com os colegas da sua mesa e das mesas ao lados. É a maior baderna.
 
Cerveja sensacional, linguiças, salsichões e todas aquelas comidas excelentes alemãs. Adoramos.
 
Depois da cervejada, retornamos andando para o hotel. Uma boa caminhada que nos permitiu visitar igrejas monumentais, e toda a cidade que respira cultura dia e noite, com vários artistas de rua e muitos jovens, por conta das universidades.
 
No dia seguinte, começamos nosso retorno para Itália. Destino: Bormio. Mas o que queríamos mesmo era cruzar o Passo dello Stelvio, uma estrada que cruza a montanha de gelo, com mais de 40km de extensão. 
 
Não tínhamos certeza se conseguiríamos, pois existia o risco de estar fechado por conta de neve. Mas na véspera, vimos que estava aberto. Ligamos para o hotel e eles confirmaram que estava aberto, mas não puderam garantir como seria no dia seguinte.
 
Acordamos, passamos em uma loja de moto incrível em Munique (Louis Megashop ) para comprar uma capa decente, proteção para os pés e luvas melhores e seguimos nosso caminho.
 
Foram 288 kms de estradas incríveis. Vale muito a pena. Mas o melhor estava por vir. Já tínhamos visto filmes e fotos do Passo Dello Stelvio, mas nada disso consegue se aproximar da experiência real de passar por lá.
 
No começo, uma serrinha que parecia apenas “normal”. Mas após alguns poucos quilômetros a paisagem foi mudando, a estrada foi ficando mais íngreme, e a montanha de gelo tomou conta do cenário, invadindo nossos olhos por todos os lados. As curvas eram sucessões de cotovê-los, de 180o e muito íngremes. 
 
Dezenas de motociclistas e e carros esportivos: Ferraris, Lamborghinis, Maseratis, dentre outros. A emoção tomou conta de todos. Foi de longe a melhor experiência que já tive em uma viagem de moto. Um frio de lascar, apenas 2º, com sensação de temperatura negativa, mas fui de capacete aberto, pois não queria perder nada.
 
Paramos para tirar fotos e filmar. Filmei o máximo que pude, até a bateria esgotar. Depois que começou a descer, a temperatura foi aumentando rapidamente, até se fixar na casa dos 10º . Passamos por túnes medievais, incrustados na rocha, com janelas para fora, de onde caia uma cortina de água, como uma pequena cachoeira.
 
Chegamos no hotel, todos extasiados. Para fechar o dia (ou melhor, a noite), jantamos em um pequeno hotel que foi simplesmente sensacional. Com uma entrada, dois pratos principais e sobremesa, tudo por 25 €. E claro, um monte de vinho bom e muita risada no lobby.
 
Esse dia nunca mais vou esquecer. Para falar a verdade, enquanto escrevo essas linhas, já vai me batendo um angustia no peito, por saber que já está chegando ao fim.
 
Amanhã, devolvemos as motos em Milão. Mas antes, passaremos no Lago Como.
 
CONFIRA O VÍDEO:
 
 
EVQV!!
 
    
 

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